Vou de novo a navegar
sigo livre, sigo leve
me veem de longe e não enxergam
que sigo livre, sigo leve
no mar alto das paixões
que é o encontro do teu cais
tu vens livre, tu vens leve
na marola bela e definitiva
vou de novo a navegar
te encontrar no céu te encontrar no mar
te ver em lua e minguar
te ver em nova e cantar
que o toque é doce apesar
pois sigo livre, sigo leve
nunca deixei de te navegar
vou de novo a me amar.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
domingo, 28 de outubro de 2018
Ninguém solta!
A gente que divergiu...
A gente se divertiu ao discutir o mundo!
Ao discutir a vida, a filosofar a lida
A gente se curtiu
A gente se divertiu ao discutir o mundo!
Ao discutir a vida, a filosofar a lida
A gente se curtiu
Desafiando as idas
Buscando as vindas!
A gente que concordou
A gente que amou e depois correu
Primeiro sofremos, depois renascemos
a gente melhorou
Surgimos incandescentes
nessa onda crescente!
A gente ta junto!
A gente ta longe e ta perto!
A gente ta de mãos dadas!
A gente sabe amar e a gente vai se erguer!
Ninguém fica pra trás, toda vida vale!
Ninguém sai do vale pra morrer no beco!
Ninguém volta pro toco pra viver o maltrato!
Ninguém volta pra pia só pra servir sua cria!
O amor é maior e eu posso ver
que nos mais tardar
vamos amanhecer
calejados e livres
da minha mão não solto ninguém
nem que me façam refém
pois a nossa luta
ah, a nossa labuta!
Ela nos faz crescer!
Amém.
A gente que amou e depois correu
Primeiro sofremos, depois renascemos
a gente melhorou
Surgimos incandescentes
nessa onda crescente!
A gente ta junto!
A gente ta longe e ta perto!
A gente ta de mãos dadas!
A gente sabe amar e a gente vai se erguer!
Ninguém fica pra trás, toda vida vale!
Ninguém sai do vale pra morrer no beco!
Ninguém volta pro toco pra viver o maltrato!
Ninguém volta pra pia só pra servir sua cria!
O amor é maior e eu posso ver
que nos mais tardar
vamos amanhecer
calejados e livres
da minha mão não solto ninguém
nem que me façam refém
pois a nossa luta
ah, a nossa labuta!
Ela nos faz crescer!
Amém.
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Par Perfeito
Alinhe-se em mim. Na hora certa. No momento certo.
Peixes que buscam o solo.
Virgens que querem o mar.
Virgens que querem o mar.
Encoste teu ciclo no meu pomar.
Perceba as nuances e fases da lua.
Seja pelo sol e evidencie-se na rua.
Vem pegar seu sonho e me dê seu chão.
Somos par perfeito modestos e direitos.
Trace suas retas nas minhas escamas,
Organize seus desejos por ordem de chegada.
Não existe outra estrada.
A não ser isso vivermos.
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
Duas amêndoas sorrateiras indo de encontro à minha escuridão.
Te descobri por acaso, com seus olhos me sugando
Devolvi com o mistério que transpassa os meus.
Descobri, então, seus traços tesos e perfeitos.
Erguendo-se como um escorpião em posição de ataque.
Este tem sido, desde então, nosso segredinho.
Você no silêncio, deixando suas amêndoas,
Brilhando pela estreita fresta,
Chegarem à minha escuridão.
Deitou seu olhar no meu olhar,
Deixou suas amêndoas se recordarem
De que jamais houve curiosidade maior
Do que descobrir a profundidade de meu coração.
Este tem sido o nosso joguinho rápido,
Quem desvia antes se entrega primeiro.
Porque que é urgente esse anseio,
E é passada a hora de saciá-lo.
Ora, ficar suspenso no ar
Uma hora vai nos cansar.
Logo nos levará à permuta:
Curvas por retas, linhas por gotas, pelos com feitos.
Quero vê-las no escuro e apreciá-las de perto
As amêndoas devem se entregar quando estão sozinhas.
Quero te trazer pra perto para evocar teus cheiros,
Mensurar suas dimensões.
Caçar-te e ser caçado por ti.
Correr em círculos, repetir fórmulas, dizer como se faz.
Parar de me perguntar
Que busca é essa que te trouxe aqui?
E, por fim, sorrateiro e me vendo de cima
Quero que confirme o que sabemos.
Que foi bem feito.
E que já passou.
E terá ficado no segredo.
Até o dia em que, em algum lugar pela rua,
Seus olhos de amêndoas sorrateiras forem de encontro à escuridão de meus olhos de novo.
Devolvi com o mistério que transpassa os meus.
Descobri, então, seus traços tesos e perfeitos.
Erguendo-se como um escorpião em posição de ataque.
Este tem sido, desde então, nosso segredinho.
Você no silêncio, deixando suas amêndoas,
Brilhando pela estreita fresta,
Chegarem à minha escuridão.
Deitou seu olhar no meu olhar,
Deixou suas amêndoas se recordarem
De que jamais houve curiosidade maior
Do que descobrir a profundidade de meu coração.
Este tem sido o nosso joguinho rápido,
Quem desvia antes se entrega primeiro.
Porque que é urgente esse anseio,
E é passada a hora de saciá-lo.
Ora, ficar suspenso no ar
Uma hora vai nos cansar.
Logo nos levará à permuta:
Curvas por retas, linhas por gotas, pelos com feitos.
Quero vê-las no escuro e apreciá-las de perto
As amêndoas devem se entregar quando estão sozinhas.
Quero te trazer pra perto para evocar teus cheiros,
Mensurar suas dimensões.
Caçar-te e ser caçado por ti.
Correr em círculos, repetir fórmulas, dizer como se faz.
Parar de me perguntar
Que busca é essa que te trouxe aqui?
E, por fim, sorrateiro e me vendo de cima
Quero que confirme o que sabemos.
Que foi bem feito.
E que já passou.
E terá ficado no segredo.
Até o dia em que, em algum lugar pela rua,
Seus olhos de amêndoas sorrateiras forem de encontro à escuridão de meus olhos de novo.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Medo I
O prelúdio vem sido escrito há
anos.
Previ a chegada ao precipício.
A brisa leve levantando os
cabelos, era, na verdade,
Tormenta.
Foi quando a porta, que não
foi aberta,
Estourou os tímpanos ao fechar
violentamente.
Nessa hora, eu previ.
Ah, o amor que não vingou,
Aquele amor da janela do
apartamento
Cuja vista era de um cenário
de curta-metragem,
Nessa hora, eu previ.
Quando eu já não soube mais
cantar.
Quando eu já não soube mais
escrever.
Nessa hora, já estava no
pescoço de areia movediça.
Não precisava mais prever.
O inevitável encontro final
com o medo.
Vou falar sobre ele.
Sorrateiro, vingativo,
impetuoso,
Prevalecendo-se da minha
alegria.
Escondendo-se na bochecha com
a risada mais bem paga.
Felicidade diluída no fundo do
copo.
Não sabia que suas calmarias
eram tentáculos
Impedindo a água de passar.
Quando a barreira deveria ter
sido exposta
Pra deixar a água jorrar.
O medo veio com a água que não
jorrou.
Com a água que é vida.
E que não proliferou.
Se eu pudesse dizer uma coisa
Eu diria:
Socorro.
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Cru
Pele
Fina e delicada
Dura e escamosa
Irrompe de ti vermelhos vasos
Canais frágeis
De nossa pequinez.
A nudez por baixo dos panos
Por baixo dos poros
A fragilidade que ela expõe
Um pedaço grosseiro de carne
Sem romances ou pausas
Sem lágrimas ou mágoas
Somente carne e canais
vermelhos e frágeis.
Quando vejo tua face em foto
Quando vejo tua face viva
Sinto amor. Sinto rancor. Sinto
muito mais do que consigo nomear.
Ora, quando vejo sua pele por baixo
Quando vejo a fragilidade dos
ossos quebrados
Dos olhos fundos
E se sua respiração indica o
abismo
Não te vejo mais.
Não te sofro mais.
Desconheço-te.
Desconheço pedaços incompletos
e desconexos.
Ouço teu eco, embora não possa
mais senti-la.
Volte a si, sare!
Para que eu possa tê-la de
volta, e não apenas o casulo
Envolto de pele
Que chamamos de corpo.
Mente
Tudo que sou, já fui
Tudo que fui, não é
E o que serei,
Ai de mim, o que seria?
Se não houvesse guardado
Nos recôncavos mais esquecidos
Nas reentrâncias mais pertinentes
Não haveria um eu para me ser.
Meu corpo escorre memória.
Se abres meu corpo, não podes
ver.
Mas se tens a coragem de me
ler
De entrar em meus olhos e
perceber
Verás que tudo que sou, já
fui.
Tudo que fui, não é e o que eu
serei...
Ah, mas, disso nunca se sabe.
Se existe alma, lá estaria?
No labirinto sinuoso da minha
inteligência?
Pois é lá que se descobre o
amor
Lá se descobre quem sou.
Existo lá, porque há um lugar
para me caber.
E se me não me falha a memória,
Já me amei antes, não é?
Minha consciência determina.
Meu ser se ajusta.
Existo, pois sei. Pois
acredito.
Durmo com medo de perder o
domínio
Da faculdade do pensar.
Pois, sem saber que estou
aqui,
Já não existo mais.
Coração
Desabo em mim mesmo, oh graça
de ser quem sou
Choro e rio
Canto e espreguiço
Me contento de sorrir
Me alimento de viver
Me contamino de amar
Mas também
Reluto em aceitar
Aceito desistir
Começo a pensar
Que meu coração só bate as
horas.
Na quina da garganta.
Que só bate os compassos
errados
Na bolota entupida.
Só há sentido em ser se há
sentimento vindo.
Sentimento passando.
Sentimento correndo.
Meu olhar, porta dos meus
segredos da consciência
Meu crânio, obra da evolução,
caixa de segredos e protetora
Meu olhar... ah, meu olhar.
Ele me entrega quando te vê.
Tudo em mim se dilata.
O mundo todo se dilata.
E eu só quero sentir, sem nada
mais ver.
E tudo explodir, sem nada mais
querer.
Mas o coração
Músculo indiscreto e
presunçoso
Oras, quem mandou me trair?
Ou foi minha mente? Ou não há
explicação?
Alma
Se puderes, me toque aqui.
Se puderes, me ame aqui.
Pois há um eu incorpóreo que
percorre o éter
E que se vê num palco
Se vê num lance de escadas
Se vê num parapeito, pronto a
pular sem proteção.
E grita loucamente pra ser
amado e tocado aqui.
Há algo que independe de mim.
Há algo que sobrevive sem meu querer.
E que reluta e que compõe.
E que escreve.
Que me resume bem.
Não em palavras.
Mas em cores,
Talvez acordes,
Certeza que tem risadas e lágrimas.
Há um eu incorpóreo que
independe de mim e paira suavemente pelo éter.
E que sou eu no mais puro
estado.
Veja no espelho, de olhos
fechados,
Ouça no travesseiro o seu eu
de boca muda.
Ouça no silêncio o que ele
diz.
E, sim, saberás sobre teu eu
incorpóreo que independe de ti e paira suavemente pelo éter.
Eu, vagabundo que sou,
Sei bem pouco. Sei só que
Mente, coração e pele.
Preciso deles para domá-lo.
E, não, simplesmente,
Sumir.
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Os 13 porquês
Eu não vou deixar 13 fitas contando as coisas.
E nem consigo endereçar a minha própria salvação.
Deus? Eu mesmo? A estrutura psico-emocional da minha família?
Meus amigos?
Meus amigos...
Meus amigos.
Eu não vou deixar 13 fitas porque aquela época mais confusa já passou e eu saí de lá.
Mas eu tinha motivos.
Eu tinha motivos.
Ah, se eu tinha.
Mais de 13.
Eu tinha motivos de sobra para me odiar. Para não me reconhecer. Para não me sentir amado e nem me amar.
Eu tinha motivos de sobra, vozes de sobra ecoando nos meus ouvidos ao chegar em casa e antes de dormir.
Eu tinha o deboche e o desrespeito,
o menosprezo.
Mas tinha um certo intelecto. Talvez nem de todo bom.
Não me levem a mal, todos tem, mas eu percebi que, com o meu jeitinho, eu conseguia outras coisas mais.
A arrogância que me salvou.
O puxa-saquismo me salvou.
E, nessa salvação, quase me coloquei no lado de lá, no lado dos que fazem os outros chorarem.
mas, não!
quase 10 anos depois e eu to aqui
vivo e bem amado
gente, me amo bastante, mesmo tendo meus dias difíceis, mas aí eu paro e olho meu sorriso e aí eu penso "puts! sorrisão lindo da porra!"
e mais do que isso
eu tento ser um cara massa, que tenta ser um cara bom para os outros
e está ok um homem, um menino, um rapaz ter essas inseguranças quanto a aparência
quem falou que não é compatível com a masculinidade?
e está ok falar sobre isso com alguém e está ok ouvir isso de um homem amigo seu.
E se tem uma coisa que eu venho entendendo
Homens
está ok ser o que você é
está ok, mais do que bem, ter sentimentos
ser tomado pelas emoções
não supervalorizar o sexo
Não seja o cara que só vai consumir corpos
Achando que é vitória nem considerar o outro
Sexo é bom quando é vivido na plenitude
quando as permissões vêm com um desejo latente
e se multiplicam na troca verdadeira,
no entendimento dos corpos e dos desejos particulares
mesmo que seja o interior de apenas uma madrugada
e nada mais.
Somar apenas por somar... não tá com nada.
uma lista furada.
Eu sinto que tive mais de 13 razões.
Graças a muitas forças, eu estou aqui hoje.
Seja gentil, porra.
Gentil com quem você não conhece.
Entenda que você não entende o que o outro sente.
Seja educado, prestativo, gentil e abrace.
Oh, meu Deus, abrace o outro.
Ame o outro, sempre que possível.
O resgate vem em muitos detalhes.
E nem consigo endereçar a minha própria salvação.
Deus? Eu mesmo? A estrutura psico-emocional da minha família?
Meus amigos?
Meus amigos...
Meus amigos.
Eu não vou deixar 13 fitas porque aquela época mais confusa já passou e eu saí de lá.
Mas eu tinha motivos.
Eu tinha motivos.
Ah, se eu tinha.
Mais de 13.
Eu tinha motivos de sobra para me odiar. Para não me reconhecer. Para não me sentir amado e nem me amar.
Eu tinha motivos de sobra, vozes de sobra ecoando nos meus ouvidos ao chegar em casa e antes de dormir.
Eu tinha o deboche e o desrespeito,
o menosprezo.
Mas tinha um certo intelecto. Talvez nem de todo bom.
Não me levem a mal, todos tem, mas eu percebi que, com o meu jeitinho, eu conseguia outras coisas mais.
A arrogância que me salvou.
O puxa-saquismo me salvou.
E, nessa salvação, quase me coloquei no lado de lá, no lado dos que fazem os outros chorarem.
mas, não!
quase 10 anos depois e eu to aqui
vivo e bem amado
gente, me amo bastante, mesmo tendo meus dias difíceis, mas aí eu paro e olho meu sorriso e aí eu penso "puts! sorrisão lindo da porra!"
e mais do que isso
eu tento ser um cara massa, que tenta ser um cara bom para os outros
e está ok um homem, um menino, um rapaz ter essas inseguranças quanto a aparência
quem falou que não é compatível com a masculinidade?
e está ok falar sobre isso com alguém e está ok ouvir isso de um homem amigo seu.
E se tem uma coisa que eu venho entendendo
Homens
está ok ser o que você é
está ok, mais do que bem, ter sentimentos
ser tomado pelas emoções
não supervalorizar o sexo
Não seja o cara que só vai consumir corpos
Achando que é vitória nem considerar o outro
Sexo é bom quando é vivido na plenitude
quando as permissões vêm com um desejo latente
e se multiplicam na troca verdadeira,
no entendimento dos corpos e dos desejos particulares
mesmo que seja o interior de apenas uma madrugada
e nada mais.
Somar apenas por somar... não tá com nada.
uma lista furada.
Eu sinto que tive mais de 13 razões.
Graças a muitas forças, eu estou aqui hoje.
Seja gentil, porra.
Gentil com quem você não conhece.
Entenda que você não entende o que o outro sente.
Seja educado, prestativo, gentil e abrace.
Oh, meu Deus, abrace o outro.
Ame o outro, sempre que possível.
O resgate vem em muitos detalhes.
Assinar:
Postagens (Atom)