sábado, 21 de janeiro de 2023

Time to Rest

 You may rest in silence

Unaware of all the long road

The peace once stollen

Was torn apart by my bare hands.

You may rest in stillness

For this has nothing to do with you

Nor your tongue let alone your vows

My soul can no longer relate to us.

You may rest in glory

And fulfill the path given to you

Becoming who you were meant to be

Away from my cells and disease.

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Edge

My body has no limits.

My imagination knows no grounds.

I'll take myself to the dawn

Just to see you around.


My parts have no control.

My mind knows no shame.

Am I too troubled to understand?

Or am I not the one to blame?


I struggle with my silence

But I thrive on my anguish.

One sip until the end

And the abyss is more than a friend.


sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Pizza de Pepperoni

 Eu acho que eu não gosto de você. Tipo, eu gosto de você, mas não gosto MESMO de você. Eu gosto do que você faz comigo, especialmente porque quando eu não tenho opção melhor, eu sempre vou continuar pedindo pizza de calabresa. Mas, assim, eu devo confessar, eu sinto muito por enfiar ketchup e maionese em cima de você, nem é porque você não está adequada ao meu paladar, mas é porque... Sei lá, você é tão básica e tão confortável que a gente vai se acostumando. Eu acho que me acostumei a você. Embora eu, as vezes, fique pensando sobre nossa relação. Eu sei que conheço teu gosto, saberia reconhecê-lo em qualquer lugar, mas não é o suficiente. Eu preciso enfiar vários molhos para que eu me sinta satisfeito e feliz. Mas você me faz feliz. E eu gosto daquilo que me faz feliz. Então, talvez, eu me contentasse com você a vida inteira. Mesmo que precisasse enfiar ketchup e maionese em você o tempo todo para que me apetecesse.
Então, agora eu paro e penso, vejo quão injusto isso deve soar para você, e isso faz eu me sentir mal. Mas eu só consigo te amar se você vier com ketchup e maionese junto.
Eu já experimentei você sem.
É tudo muito ok. E eu amei tanta coisa ok na minha vida que eu não sei diferenciar.
Você parece que vem quando eu to com fome. A pizza de calabresa que vem quando eu preciso me divertir num fim de semana solitário rodeado de séries novas e temporadas promissoras com grandes tramas e... Mas, nossa, a pizza precisa de um ketchup e... bom, você sabe do que mais.
Você tem sido meu preenchimento por partes. Amo teu sabor. Amo tê-la comigo, pizza de calabresa. Você é incrível. Você nunca desaponta na nota. É sempre a nota de corte. É sempre a média. Confesso que nem sempre tenho condimentos e, nesses dias, você é impecável na sua nota 7. Você me preenche. Você está lá. Você me acompanha.

Mas você não é diferente.

Um dia, mandaram uma pizza de pepperoni no seu lugar. E eu perdi a cabeça e ela está perdida até hoje. Pois, com pepperoni, eu não preciso ter que me ver com ketchup ou maionese. Essa é perfeita! Cabe! Me resolve! Me deixa feliz e vazio, porque quero mais dela. E quero mais dela depois de ter mais dela. Crua e nua. Aquela pizza mesmo.

O amor faz dessas. O amor te faz amar uma calabresa pra sempre ou te de desmorona com um pepperoni. A diferença é mínima, uma pimentinha a mais, e você já vai estar entregue completamente a um outro sabor.

Amores acabam. Conveniências acabam.
Eu vivo me arriscando a pedir pizza de calabresa de várias pizzarias diferentes, pois, mesmo eu, emocionado com seu sabor, sei que tudo pode dar errado, e eu fico esperando que eles errem e me mandem uma de pepperoni no lugar, e aí eu teria que enfrentar o problema real que é

O que, de fato, eu gosto?

Adultize

 Os meninos correm e voltam a deitar no colo da mãe
são pequenos meninos e amam tanto e confiam tanto e são tão vivos
humanos e desprendidos de quaisquer coisas que
de repente
o colo é o do bar.
O abraço é o da garrafa e o amor é a cinza do cigarro.
Meninos amam. Meninos choram nos colos das mães e depois choram sobre a mesa metálica do bar e consomem mais uma cerveja para poder chorar mais para que o colo seja para sempre, mas amanhã o colo não existe mais e eles ficam sozinhos e não há mais nenhum colo e o colo é algo repudiável porque o colo, quem quer colo? o colo é feio o colo é falha o colo é fraqueza o colo é meu deus nem eu sei dizer...

Meninos não choram.

Os meninos abraçam suas mães e as amam. Meninos abraçam seus pais o os amam, mas esses possuem planos terríveis para seus meninos. Um plano replicável de sofrimento, um ciclo vicioso, atraente, e empoderador, criador de senhores de nada que não possuem nada, que não dominam nada, que não amam nada, enquanto amam tudo, mas não PODEM amar nada e não podem sofrer pela perda de nada e nem podem se frustrar por nada e eles competem entre eles por quem sofre menos e por quem ama menos e eles se resumem a arremedos dos meninos no colo que outrora foram mas eles ainda se sentem como pequenos meninos precisando de colo mas o colo é

sexualidade.

o colo é mulher. E querer o colo é querer a mulher. É querer a vulnerabilidade de se entregar completamente aos braços de uma mulher que a tudo resolve e a tudo acalma e a tudo entende e a tudo...

ninguém a tudo entende e nem é essa a questão.

adultizamos vocês, meninos, para que sofram e façam a guerra. adultizamos vocês, meninos, mesmo querendo abraçá-los em colos humanos que os inviabilizem dessa hostilidade que não é nata. teu deus punitivo não existe.

O colo. Mãe. Quero teu colo. Mesmo que você não entenda o teu colo como meu colo, mas quero teu colo.
eu não entendo porque a gente se beija tão pouco no rosto e acha tão fácil agredir.
Adultizamos-nos numa frequencia destrutiva. Vibramos os homens duma forma que tudo se desregula.

Mãe, só quero colo. Tenho 30 anos e só quero colo. É feio? Por Deus, só quero colo. Só quero consolo. Tudo tem sido difícil. Ela não me ama. Ele não me ama. Ninguém me ama. Eu não me amo. Só quero teu colo, pois em teu colo eu me amo. Eu me amo e te amo. E posso chorar e sofrer e sorrir. Não preciso disso pra sempre, mas, pelo menos, por agora, peço teu colo.

Vá embora. Você é grande! Você não merece colo!
Adultizamos-nos num mar de crueldade.

terça-feira, 5 de julho de 2022

Teen Spirit

 If you had given me the chance

I would've sung you a lullaby

Just to make you feel like surviving 

'cause the storm was just passing by


I wouldn't have suffered from your absence

I wouldn't have lingered on your delayed signs

If you had given me chance

I could've danced with your body alive


Did it hurt you when it exploded

Your soul away with your music

Your brain away on the curtains?

When you finally got us paying

The attention you once craved for

If we had given you the chance

Would you have decided to try

Once more?

quarta-feira, 2 de março de 2022

Gatuno

Taciturno e sorrateiro

Imbuído de espírito

Sonegador

Polícia e ladrão

Deixou um beijo na palma da mão

E levou consigo

Medo e fé

Um tiro no escuro.


Sujeito gatuno

Fadado ao regresso

Pra zombar do sucesso

De assaltar sem medo

Dos meus olhos e dedos

O que me resta desse meu querer.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Repetir

 Quem eu era se foi sem nem resquícios
Tão esquecido está que nem parece o mesmo
Mesmo assim continuo louco de pavor
Pelo teu jeito sublime de me chamar de amor
Quando você me estendeu a mão
Pouco sabia eu sobre quem você tentava resgatar
Era eu mesmo refletido no teu mastigar
Você foi meu encontro comigo mesmo
Minha festa pessoal por estar sentindo e vivo
E de fato ligado a mim, pois você só diz de mim
Mesmo dizendo de você, essa dança se complica
A paixão se foi, e preciso gritar que a raiva que fica
Não nos faz mais distantes
Só nos diz que precisamos repetir
O mesmo estar num momento diferente
Eu sou eu ainda, um pouco mais alerta
Uma carta aberta ao temor de amar
Você ainda é você, preso na repetição de se deixar
Viver e eu quero viver
Ah, meu pequeno, eu quero viver
E estar nesse momento diferente
O lado B dessa mesma roda que gira
Carrossel que nunca se finda
Mas que se fecha e se abre quando te encontra
E se acasula e se abre e se preenche e esvazia
De amor de dor de medo de pavor de ódio de delírio
Da melhor forma e de novo

Quero te repetir como um todo.